Análise: Dead or Alive 6 Last Round mantém um estilo de luta de boa qualidade, mas apanha para trazer novos golpes aos ringues
Uma prática bem comum na indústria dos videogames são as versões “definitivas” de jogos já lançados. Esses relançamentos trazem aos consoles modernos games que estão ficando antigos, normalmente com as expansões disponibilizadas até então. Dead or Alive 6 Last Round é o mais novo exemplo desse tipo de prática, mas, embora ainda seja um jogo de luta divertido, ficou devendo na entrega de conteúdo. Prepare as luvas de boxe e entre no ringue para começarmos mais uma análise! "Tudo começou há um tempo atrás..." Antes de começar a escrever sobre sua versão Last Round, vale comentar sobre o lançamento original de Dead or Alive 6. Original de março de 2019, o jogo de luta manteve o bom nível visual mostrado pelos seus predecessores. Os cenários são bonitos, variados e interativos, assim como as animações fluidas combinam bem com a jogabilidade ágil e bastante variada entre os personagens. Destaque para os efeitos de dano e suor, que trazem mais detalhes aos lutadores conforme os combates se desenrolam. As lutas fazem uso de um sistema triângulo, em que pancada (soco, chute, etc.), defesa e agarrão se complementam como numa disputa de pedra, papel ou tesoura. Isso torna os embates mais acessíveis para os novatos, embora ainda tenhamos combos e golpes avançados para os veteranos. Outro exemplo dessa proposta é o golpe especial Fatal Rush. Ele pode ser facilmente disparado apertando sequencialmente um botão, podendo ainda ser concluído com um “cinematográfico” Break Blow. Somando essas — e várias outras — possibilidades a uma física bem executada, que dá peso a cada contato e impacto, temos em Dead or Alive 6 uma experiência agradável e fluida de se jogar. Um modo treinamento bem completo e didático ajuda a entender como tudo funciona. Nem tudo foram flores, entretanto. O modo campanha não linear prejudicou a narrativa geral da história, deixando-a um tanto fragmentada se não concluída numa ordem específica. A dublagem é bem dessincronizada e, apesar de o jogo conter muitos itens de customização, a maioria deles exige compras com dinheiro real. Infelizmente, esses problemas continuaram na nova versão, que também conta com vários outros. Mais um assalto Dead or Alive 6 Last Round chegou como uma espécie de “versão definitiva” do original, inclusive substituindo-o nas lojas digitais. Em termos de conteúdo, o relançamento trouxe, além do jogo base, cinco dos sete lutadores de DLC — Nyotengu, Phase 4, Momiji, Rachel e Tamaki —, cinco novas roupas (para as personagens Kasumi, Ayane, Marie Rose, Honaka e NiCO) e um modo fotografia. Todas elas são boas adições, mas bastante modestas e limitadas para a proposta do título, que tem boa parte dos cosméticos bloqueada por compras, seja com dinheiro do jogo ou real. Em termos técnicos, o jogo traz uma leve melhoria visual, com (certo) destaque para o novo sistema de iluminação chamado Oboro. Na prática, eu não vi grandes diferenças, com um game que, embora de boa qualidade, ainda tem cara de geração passada. Quem comprou as DLCs anteriores de skins e acessórios em Dead or Alive 6 pode importá-los para Last Round, salvo algumas exceções pontuais. O problema maior são as duas personagens da colaboração com The King of Fighters: Mai Shiranui e Kula Diamond precisam ser compradas novamente para serem usadas nesta nova versão do game. Confesso que essa situação é inédita pra mim, sobretudo considerando que Dead or Alive 6 Last Round seria uma atualização, que substitui o game original. Isso só piora se considerarmos que não existe desconto para “atualizar” o jogo. Ou seja, quem já tem a versão base com várias compras tem poucas razões para fazer a aquisição. Mesmo quem não tem vai ficar com um gosto estranho na boca ao ver tanto conteúdo “preso” por compras extras. Ficou longe do nocaute Infelizmente, os problemas não param na limitação de conteúdo, pois o título também peca em termos técnicos. Além de não termos grandes atualizações audiovisuais, recursos modernos e relativamente comuns, tais como cross-play e rollback netcode, não foram adicionados nesta nova versão. Considerando a incompatibilidade entre ela e a original, temos ainda mais limitações para manter uma comunidade ativa de jogadores. Para fins de comparação, o título anterior da franquia também contou com uma versão melhorada. Na realidade, ele contou com três: Dead or Alive 5 Plus, Ultimate e Last Round. Mesmo considerando essa quantidade de iterações, Dead or Alive 5 Last Round trouxe dois novos personagens, dois novos estágios, bem como aumento da resolução e da taxa de quadros em relação aos anteriores. Além disso, a versão Last Round do quinto título trouxe incluídos a grande maioria dos itens cosméticos e todos os lutadores lançados como DLCs até então, totalizando 35 opções. Essa comparação é mais um exemplo de como o novo lançamento, que conta com apenas 29 lutadores, ficou devendo. É uma pena, pois Dead or Alive 6 é um bom jogo e merecia um tratamento melhor na sua chegada aos consoles da atualidade. Na decisão dos juízes Dead or Alive 6 Last Round traz o jogo de luta para a nova geração com uma proposta capenga. Ele não tem desconto para quem já tinha a versão base, poucos itens são incluídos no pacote — os demais exigindo compras extras — e mesmo quem já tinha comprado todos os DLCs vai precisar desembolsar para completar a sua coleção. Além disso, as novidades reais são mínimas e não muito relevantes. Fica a dica pela experiência ágil e divertida das lutas em si, que continuam como o maior destaque do game. Prós Jogo de luta consegue manter sua base de qualidade e trazer (poucos, mas) bons conteúdos na nova versão; A jogabilidade continua ágil e divertida, com facilidade para aprender o básico e recursos para jogadas mais avançadas; Produção audiovisual tem estilo e bom acabamento, com destaque para os cenários das lutas; Animações muito fluidas e bem produzidas, sobretudo nos golpes especiais; Modo treinamento completo facilita o entendimento de todas as mecânicas de jogo; Nova versão traz adições positivas como modo fotografia e cinco personagens antes disponíveis somente via DLC. Contras Apesar de ser uma espécie de “versão definitiva”, o game deixou de fora muito conteúdo, com destaque negativo para duas personagens de DLC que precisam ser compradas novamente; Praticamente nenhuma adição relevante em relação ao original, sobretudo em termos de ausência de cross-play e rollback netcode; Problemas como falta de sincronia na dublagem e campanha confusa poderiam ter sido corrigidos. Dead or Alive 6 Last Round — PC/PS5/XSX — Nota: 7.0 Versão utilizada para análise: PS5 Revisão: Ives Boitano Análise redigida com cópia digital cedida pela Koei Tecmo Dead or Alive 6 Last Round 7.0 PS5 Dead or Alive 6 Last Round brings the fighting game to the new generation with a lackluster offering. There is no discount for owners of the base version, and few items are included in the package — with the rest requiring additional purchases — meaning even those who had already bought all the DLC will have to pay up to complete their collection. Furthermore, the novel features are minimal and not particularly significant. It is still worth a look, however, for the fast-paced, fun combat, which remains the game's greatest highlight. Matéria originalmente publicada no GameBlast.
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4h atrás
