SAND: Raiders of Sophie é perfeito para jogar com os amigos
Não sou de me empolgar fácil com jogo de sobrevivência multiplayer. Esse gênero costuma virar rotina rápido demais pra mim. Mas SAND: Raiders of Sophie me pegou de um jeito diferente, e o motivo é bem específico: o trampler, ou “calcador” em português. É a base andante que você monta, dirige e mantém viva, e é em cima dela que praticamente tudo no jogo gira. Joguei sozinho, sem grupo, e isso muda bastante a experiência (chego lá). A estação antes do deserto O game tem mecânicas parecidas com o gênero battle royale: temos que coletar recursos para melhorar nosso equipamento e o calcador, enfrentar outros jogadores, seja para nos defender ou para tomarmos recursos deles e conseguir ser extraído da área. Antes de pisar na areia, você fica orbitando o planeta numa estação espacial com aquela estética vitoriana, cheia de lampiões a gás e detalhes de latão em tudo. É ali que você monta seu calcador peça por peça, ou simplesmente pega um modelo pronto se não quiser perder tempo montando, podendo até alterar esse modelo pronto. Escolhe também a arma que vai carregar no corpo, pistola, escopeta ou rifle, e o arsenal pesado que vai pro mecanoide: canhão de 40mm, canhão de 80mm, os caixotes de munição. O contraste da estação elegante com o deserto hostil lá embaixo já entrega o tom do jogo antes de qualquer coisa acontecer. É uma escolha de arte simples e combina muito com tudo. O calcador é sua casa Uma coisa que me surpreendeu: você não sai andando com o calcador assim que desce no planeta. Primeiro precisa correr dentro dele, montar as armas nos pontos certos do casco, carregar munição, ligar o motor na mão e só então ir até o posto de pilotagem pra puxar as alavancas. Isso tudo antes de o bicho dar o primeiro passo. E olha, mesmo os modelos pequenos são grandes o suficiente pra virar um problema logístico andar lá dentro. Escada aqui, corredor ali, corre pro motor, corre pra arma, corre pro depósito. Jogando sozinho isso vira uma correria constante: você tá pilotando, tentando ver o mapa e ainda de olho no horizonte procurando ponto de saque ou fumaça preta no céu, que é como o jogo avisa que tem outro calcador por perto. Pra saquear, você desce do trampler e vai a pé, com aquele medo de que alguém apareça e comece a destruir sua base enquanto você tá longe dela, ou simplesmente te mate e tome suas coisas. Quando rola combate de verdade, o jogo simplesmente não te dá descanso. Trate de largar o volante pra correr pra torre de artilharia do outro lado, aí recarrega arma, ajusta mira, corre pra consertar um dano e ainda tenta não trombar numa pedra porque o trampler não para de andar sozinho. A gameplay é basicamente esse “manter os pratos no ar”. É bagunçado, mas bagunçado do jeito bom. O som ajuda muito nisso, aliás: engrenagem rangendo, cabo de aço balançando, o estrondo de cada disparo. Dá até pra escutar tiroteio longe, o que serve de aviso de que tem gente por perto lutando. PVE e PVP Os inimigos tipo ghoul que guardam os pontos de loot são bem burros: correm na sua direção e atiram, só isso. Quem dá trabalho de verdade são os autômatos, que descem direto da órbita e ficam te perseguindo a pé. Um trio deles sozinho já aguenta apanhar bastante e ainda revida com força. Depois de saquear e guardar tudo no porão do calcador, o próximo passo é levar ele até um ponto de extração. Aí desce, sobe numa torre e ativa a sequência, que demora alguns minutos até a nave chegar. E é exatamente nesse momento que todo mundo da região parece perceber que você está ali e vem tentar te explodir antes de a nave chegar. Voltando para a órbita, você pode investir todos os seus recursos para melhorar o seu calcador. Desenvolver novas salas, grades de apoio e estilos de corredores, melhorar armas e por aí vai. Assim se define o ciclo de gameplay de SAND. O jogo é coop, então com toda certeza é melhor juntar os amigos para cada um controlar uma função. Dessa forma o jogo pode render boas risadas e histórias para contar. Vale a pena? O jogo entrega uma identidade própria que não vi em outros títulos do gênero: a ideia de que perder seu calcador dói de verdade muda completamente como você se comporta em combate. Solo, o jogo vira uma corrida contra o próprio relógio o tempo inteiro; em coop, com cada um cuidando de uma estação do mech, rende boas risadas. Mas como primeira impressão, SAND: Raiders of Sophie já convenceu. SAND: Raiders of Sophie - PC/Xbox Series X|S/PS5 Desenvolvedora: Hologryph, TowerHaus Gênero: Extração, Tiro e Coop Lançamento: 22 de junho de 2026 Revisão: Ives Boitano Texto de impressões feito com cópia digital cedida pelo Hologryph e TowerHaus Matéria originalmente publicada no GameBlast.
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3h atrás